Maria do Carmo: a santa profana gaúcha

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É muito fácil encontrar contos ou histórias de terror na europa, mas, às vezes, esquecemos que muitas lendas estão bem perto de nós, aqui mesmo, em terras brasileiras. É a história que resolvi trazer para o blog, de uma mulher chamada “Maria do Carmo”, vítima de um assassinato brutal, é parte da história da minha cidade.

No episódio da Guerra do Paraguai, a cidade de São Borja, fronteira oeste do Rio Grande do Sul foi saqueada e desabitada. Desta forma, muitas pessoas de outras cidades, foram trazidas para repovoar a cidade. Uma dessas pessoas era a jovem Maria do Carmo Fagundes, natural de Bagé.

Maria do Carmo era uma moça de porte médio, morena, de cabelos longos, vaidosa, que gostava muito de ir à festas, beber e fumar. Não era uma mulher como as demais de sua época. Chamava a atenção dos homens por sua beleza e estava sempre acompanhada de um amante diferente, geralmente militares. Por isso, era chamada de “prostituta”, mesmo sem nunca ter vendido o próprio corpo.

Em agosto de 1890, Maria do Carmo se maquia, perfuma e vai deslumbrante para a últimafesta de sua vida. Era uma festa como qualquer outra que ela estava acostumada a frequentar. Lá, encontrou com vários admiradores e ex-amantes. Um, em especial, ainda estava cego de paixão por ela, mas quando a procurou, foi rejeitado. Maria do Carmo passou a noite bebendo, fumando, conversando e rindo com amigos. Não eram hábitos “bem vistos” na época, mas era o que ela gostava de fazer. A história salienta que ela era uma mulher livre e independente.

Há uma certa hora, o ex-amante que fora rejeitado mais cedo, resolve chamá-la para conversar. Maria do Carmo atende ao pedido dele, sem saber o o fim que a esperava. Dali há alguns minutos, aconteceria o crime que chocou a sociedade local, e transformaria aquela mulher em uma lenda.

Maria do Carmo foi esfaqueada até a morte. Não contente, o assassino esquartejou a vítima, e para finalizar o ato, decepou sua cabeça e a entregou como comida para cachorros. Seus restos mortais foram encontrados na área dos fundos do 2º R C MEC (quartel militar), por rapazes que moravam por perto, e enterrados próximo ao lugar onde os encontraram, junto de uma estacada em cruz rústica com o nome dela.

Apesar de sua “má reputação”, Maria do Carmo era conhecida como uma mulher de bom coração, que ajudava as pessoas à sua volta. Este teria sido o principal motivo de seu assassinato ter gerado tamanha revolta pela população local, e feito com que muitas pessoas, na maioria mulheres, visitassem o local onde seus restos mortais foram enterrados. Com o aumento da devoção, nos anos 40 foi inaugurado um túmulo de alvenaria para ela.

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